Paróquias de Alcácer do Sal

O novo arcebispo de Évora tem como lema episcopal “Illum oportet crescere me autem minui” (Para que Ele cresça e eu diminua) (Jo 3, 30).
As armas de fé consistem num escudo de azul, cristograma de ouro acompanhado pelos símbolos Alfa e Omega do mesmo metal; em chefe, duas estrelas marianas de prata; em ponta, barca de prata com duas faixas enxaquetadas de ouro e púrpura. Escudo assente sobre uma cruz episcopal de ouro e, sobre o escudo, chapéu de Bispo, cordões e seis borlas (1, 2 e 3) por lado, de verde. Listel de prata com a divisa em negro.
D. Francisco Senra Coelho
nomeado Arcebispo de Évora
Na passada terça-feira, dia 26 de Junho de 2018, o Papa Francisco nomeou D. Francisco Senra Coelho, o então bispo auxiliar de Braga, como Arcebispo de Évora.
A entrada solene de D. Francisco Senra Coelho na Arquidiocese de Évora foi agendada para o domingo, dia 2 de Setembro de 2018. Até lá, D. José Francisco Sanches Alves ficará como administrador apostólico.
Recorde-se que foi na Quinta-feira Santa, dia 17 de Abril de 2014, no final da celebração litúrgica, que o Arcebispo de Évora, D. José Alves, anunciou a nomeação do cónego Francisco Senra Coelho como Bispo Auxiliar de Braga.
D. Francisco Senra Coelho para além de se ter revelado como um historiador e de ter colaborado com assiduidade no jornal “a defesa”, foi um pastor incansável nas paróquias que lhe foram confiadas e dedicado assistente dos Cursos de Cristandade.


Presidente da República cumprimenta novo Arcebispo de Évora
No passado dia 27 de Junho, pelas 17h06, o Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, enviou um telegrama pessoal ao Arcebispo Eleito de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, no qual cumprimenta e saúda o Prelado pelas suas novas funções como Arcebispo de Évora.
O Presidente da República deseja ainda as melhores venturas no exercício das mesmas ao serviço da Arquidiocese e das suas populações.
Biografia do Arcebispo de Évora nomeado
D. Francisco José Villas-Boas Senra de Faria Coelho nasceu a 12 de Março de 1961 em Maputo, Moçambique sendo os pais naturais de Adães, concelho de Barcelos, na Arquidiocese de Braga.
Frequentou o Liceu Nacional de Barcelos e o Liceu Sá de Miranda, em Braga, enquanto estava já no Seminário Conciliar da cidade minhota.
Em 1980 ingressou no Seminário Maior de Évora onde concluiu o curso superior de Teologia, sendo posteriormente ordenado a 29 de Junho de 1986 pelo arcebispo de Évora, D. Maurílio de Gouveia.
Em Abril de 2014, o cónego Francisco José Senra Coelho era pároco de Nossa Senhora de Fátima e de São Manços, em Évora, e de Nossa Senhora da Consolação em Igrejinha (Arraiolos), além de ser o vigário forâneo da Vigaria de Évora e o moderador da Zona Pastoral Centro/ Sul da Arquidiocese de Évora.
Na altura era também assistente religioso dos estúdios da Rádio Renascença e da Rádio Sim em Évora, assistente diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima, da Associação dos Missionários de Cristo Sacerdote, do Movimento dos Cursos de Cristandade e membro do Conselho Presbiteral e do Cabido da Basílica Metropolitana de Évora, na qualidade de cónego capitular, assumindo as funções de tesoureiro-mor.
Entre 1986 e 1988 foi vigário paroquial das paróquias de Nossa Senhora da Saúde e Nossa Senhora de Fátima em Évora, redactor religioso e cultural da Rádio Renascença – Voz do Alentejo e assistente diocesano das Obras Missionárias Pontifícias, além de capelão do estabelecimento prisional de Évora.
De 1990 a 2000, o cónego Francisco José Senra Coelho foi director e editor do boletim ‘Igreja Eborense, Vida e Cultura da Arquidiocese de Évora’.
A nível académico o cónego Francisco José Senra Coelho é doutorado em História pela Universidade Internacional de Phoenix tendo como tema da tese a vida do arcebispo de Évora, D. Augusto Eduardo Nunes, no contexto da Primeira República em Portugal.
Em 2014, leccionava a disciplina de História da Igreja no Instituto Superior de Teologia de Évora e era membro da sociedade científica da Universidade Católica Portuguesa e do Conselho Científico do Centro de Estudos de História Religiosa da mesma Universidade.
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Vaticano: Arcebispo de Évora recebe pálio a 2 de setembro
Jun 29, 2018 - 5:00
Insígnia foi entregue ao núncio apostólico, que a vai impor a D. Francisco Senra Coelho
Cidade do Vaticano, 29 jun 2018 (Ecclesia) – O novo arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, vai receber a 2 de setembro o pálio abençoado pelo Papa Francisco, insígnia litúrgica de honra e jurisdição da Igreja Católica.
A faixa de lã branca, com seis cruzes negras de seda, foi recebida hoje na Praça de São Pedro, no Vaticano, pelo núncio apostólico em Portugal, D. Rino Passigato, que a vai depois impor ao arcebispo metropolita, aquando da sua entrada solene em Évora.
No dia dos padroeiros de Roma, São Pedro e São Paulo, 39 arcebispos nomeados nos últimos 12 meses proferiram esta manhã um juramento no qual cada um se comprometeu a ser “sempre fiel e obediente” ao “beato Pedro apóstolo”, à “santa, apostólica Igreja de Roma”, ao Papa e seus “legítimos sucessores”.
Os pálios estiveram desde a noite anterior junto do túmulo do apóstolo Pedro, o primeiro Papa da Igreja Católica, e foram transportados durante a celebração para junto de Francisco, que os abençoa e entregou a cada arcebispo, no final da Missa.
Esta insígnia é feita com a lã de dois cordeiros brancos benzidos pelos Papas na memória litúrgica de Santa Inês, a 21 de janeiro, e simboliza o Bom Pastor que leva nos ombros o cordeiro até dar a sua própria vida, como recordam as cruzes negras bordadas.
Em 2015, Francisco decidiu modificar a celebração de entrega dos pálios aos novos arcebispos metropolitas, deixando de impor esta insígnia no Vaticano, uma tarefa agora confiada aos núncios apostólicos (representantes diplomáticos da Santa Sé).
A entrada solene de D. Francisco Senra Coelho, de 57 anos, na Arquidiocese de Évora está agendada para o domingo, 2 de setembro de 2018, pelas 17h00, na Catedral local.
O pálio é envergado pelos arcebispos metropolitas nas suas dioceses e nas da sua província eclesiástica.
Este sistema administrativo veio da divisão civil do Império Romano, depois da paz de Constantino (313); em Portugal há três províncias eclesiásticas: Braga, Lisboa e Évora.
